Hoje minha cidade completa 396 anos de existência.
Esse é um post alienado. Não quero saber de protestos, quero apenas dizer o que minha cidade significa pra mim.
Minha cidade? O que ela é? Ela é uma cidade de miséria, dor, engarrafamento, alagamento, filas nos hospitais. É a cidade de um povo que sofre, sim, demais, para sempre.
Mas Belém, na minha cabeça, é um mosaico de imagens. O primeiro deles é a minha casa, as pessoas que eu amo. Depois vem o crepúsculo. O crepúsculo daqui é sempre ventoso, embora os dias sejam quentes como o inferno. E aí vem a revoada dos pássaros na praça em frente a Basílica, quando dá seis horas. A chuva da tarde. O sol iluminando o ver-o-peso. O igarapé no caminho da CEASA. As lombadas das ruas que fazem os ônibus voarem. A igreja de Santo Alexandre resplandecendo na distancia. O pitiu no ver-o-peso. O tacacá aqui na pracinha. O mar de gente inundando as ruas no Círio.
Belém é isso. É o bom, o ruim, o belo e o feio.
Parabéns, minha Belém.
