She lives in the city under the sea

She lives in the city under the sea
under the sea

under the sea

She lives in the city

Ela vive na cidade

under the sea

sob o mar

Prisoner of pirates

Prisioneira de piratas

prisoner of dreams

prisioneira de sonhos

I want to be w/ her

Eu quero estar c/ ela

want her to see

quero  que ela veja

The things I’ve created

As coisas que eu criei

sea-shells that bleed

conchas marinhas que sangram

Sensitive seeds

Sementes sensíveis

of impossible warships

de navios de guerra impossíveis

poema de James Douglas Morrison

Lana Del Rey e a velha sensualidade do Blues

Lana Del Rey e a velha sensualidade do Blues

Recentemente descobri uma cantora que me conquistou com sua voz sensual e rouca. O nome da moça é Lana Del Rey; ela não tem a misticidade cósmica da minha deusa Florence Welch ou a veia punk e roqueira da belíssima Alisson Mosshart. Não, Lana tem temas mais corriqueiros – corações partidos, amores malfadados, relações passionais e altamente dominadores e temas afins, que muitos de nós já vimos com a falecida diva Amy Winehouse.

 

Mas Lana é diferente, ao mesmo tempo, e é aí que reside a beleza da música dela. Lana é sensível e tem uma voz belíssima, e envolvente; a voz dela é um eco feminino da voz de Robert Johnson, com a mesma sensualidade e paixão inerentes ao blues. Lana pode ser considerada pop, mas toda vez que a ouço eu penso “blues”.

 

E a estética da cantora é outro ponto a se apaixonar: Lana é misteriosa, trágica e vintage. Com os lábios carnudos e o olhar misterioso, ela te hipnotiza. Quando ela começa a cantar, o feitiço se completa. Nos clipes, ela busca resgatar algo da beleza e da loucura da antiga América – a América das pin ups, de James Dean (que aparece na letra de uma das músicas dela),  a América dos Beats e de Bukowski – uma América pecadora e em busca de redenção.

 

Enfim, Lana é incrível.  Vou mostrar aqui como me apaixonei por ela:

 

“it’s not pleasant to die on the cross,”

“it’s not pleasant to die on the cross,”
it's much more pleasant to hear your name whispered in the dark.

it's much more pleasant to hear your name whispered in the dark.

“I have died too many times

Eu morri tantas vezes

believing and waiting, waiting

acreditando e esperando, esperando

in a room

em um quarto

staring at a cracked ceiling

olhando para o teto rachado

waiting for the phone, a letter, a knock, a sound…

esperando por um telefonema, uma carta, uma batida, um som…

going wild inside

enlouquecendo por dentro

while she danced with strangers in nightclubs…

enquanto ela dançava com estranhos em clubes…

out of the arms of one love

fora dos braços de um amor

and into the arms of another

e dentro dos braços de outro

it’s not pleasant to die on the cross,

Não é prazeroso morrer na cruz,

it’s much more pleasant to hear your name whispered in the dark.

é  muito mais prazeroso ouvir seu nome sussurrado na escuridão.“.

Charles Bukowski