Somos deuses… Somos monstros…

…Em carne e osso. Somos filho de Deus, nos erguemos das quatro patas e somos guiado pela Razão.

Creio que o ser humano tem um potencial maravilhoso, sinceramente. Creio nisso porque lembro dos homens renascentistas: Da Vinci, Michelangelo, Botticelli, e tantos outros…

Quando afirmo que somos deuses não falo num quesito de superioridade nem tampouco desprezo os outros seres que, obedecendo o ciclo da Natureza, são tão perfeitos quanto nós. Mas tampouco é a perfeição que nos torna deuses.

Na Mitologia Ocidental, seja da Grécia ou na nórdica, vemos que a compendium dos contos é um reflexo da natureza humana. Não são todos os deuses do Olimpo cheios de defeitos? Não amam também todos eles? Não sofrem como nós? Não há deuses maus e bons? A mitologia grega e seus personagens são um espelho da experiência e da essência humana.

Mas o que nos torna deuses é o potencial. O potencial do ser humano é algo absurdo. O ser humano é a quimera abstrata que me encanta, o ser humano é o meu eterno enigma da esfinge.

O potencial antrópico é tão grande que de deuses viramos monstros. Promovemos barbaridades dentro de nossa espécie desde os mais remotos momentos de nossa jornada: Infanticídio, estupro, tortura, guerras, genocídios, escravidão, repressão, opressão… São infinitos o modo que o ser humano encontrou de promover a desgraça. O sangue nas mãos de seres humanos cruéis banha de rubro a História.

E, contudo, o ser humano criou sua cultura, sua Arte – ambas recheadas de coisas tão lindas como abomináveis. O ser humano, usando a massa encefálica que Deus nos deu, trouxe a Filosofia, desvendou alguns dos infinitos mistérios do Universo e da Vida e batizou suas descobertas de Ciência, o ser humano deu nome ao sentimento que une mesmo os seres mais primordiais da Natureza: O amor.

E cometeu anomalias como permitir o homicídio de milhões de judeus e outros grupos, permitiu a Guerra do Vietnã – extremamente brutal e extremamente desnecessária, guerreou mutuamente em duas grandes guerras mundiais pelo poder. E não posso nem citar os crimes a uma pessoa ou a grupo mais restrito, por que são tantos e os exemplos tão vastos na crueldade horrível que seriam necessários todos os posts que eu puder escrever.

Suspiro, pois o exalar de meu peito é a única coisa que pode definir o quão louca e abstrata é essa corrida que travo por tentar vislumbrar, ao menos um pouco, a natureza do ser humano. Uma natureza tão sombria quanto bela.

Então, o ser humano, meu enigma da esfinge, aguardarei para ver o que você poderia fazer. De bom ou de ruim.

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2 comentários

  1. Luiza Vitória · junho 10, 2010

    “O ser humano é a quimera abstrata que me encanta (…)” Acho que resume tudo! Belo texto, verdadeiro e ainda assim otimista. Somos complexos, indivíduos sociais, biológicos e espirituais! E por isso também, temos ao mesmo tempo a genialidade de um poeta e a loucura de um assassino, ou seja, somos “metamorfoses ambulantes” e incoerentes!
    Beijos!

  2. oiluj22 · abril 5, 2011

    Gostei das suas colocações e comparações para mim foi bem original,o pior é que mesmo sabendo sobe o certo e o errado, somos mais demonios que deuses.Tenho uma duvida que nunca se cala. Por que o ser humano sendo tão evoluido, não faz justo o nome, por suas ações e escolhas totalmente presipitadas e egoistas?

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