O Rei dos Lagartos

Epílogo: Esse poema é sobre Jim Morrison.

O Rei dos Lagartos

 

Pequeno Baco de carne e osso

tão belo e perdido…

Tão deliciosamente impossível

 

Ele se ajoelhou,

Fitou-me com os endemoniados olhos cinzas

E disse, numa voz profunda:

“Deixa-me beber do cálix no meio das tuas pernas.”.

Como dizer não?

***

Rei, rei dos lagartos

Em couro, chamas e ouro

Me devora com tua voz,

Me embebe na tua loucura

 

Rei dos Lagartos

Deixa eu tanger

Essa tua escuridão nefanda

***

Deixa eu enxergar

Tua loucura violácea

Cheia de fantasmas e sombras

 

Fausto, Baco, Teseu

Selvagem, sombrio, doido

Sexual, sensual , animal

***

Rei dos lagartos

Você foi embora

A chuva o levou

 

Rei dos lagartos

eu continuarei aqui

por mim, por ti, por nós

***

Deixe-me ir, Rei

Deixe-me sair

Para a vida lá fora

 

Se um dia voltares, contudo

– e não esqueça –

Escreva um poema para mim…

 

A dama de Sade

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2 comentários

  1. Souphie Austlen · junho 30, 2010

    Jo ces’t le moujoeur quis tece con ne pelecit aus jouveau en molto …

    xoxox

  2. Delph · julho 2, 2010

    Blog tá se globalizando… *lendo o primeiro comentário*

    Paixão meio póstuma, né? hehehe

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