O livro da capa rosa

Hoje, enquanto vasculhava a estante, achei um livro empoeirado. A capa era rosa; na verdade, uma composição de várias matizes brincalhonas do rosa – um rosa claro e infantil, outro rosa choque que lembra as mulheres maduras e sedutoras, outro rosa cor de pele, que remetia ao pecado da carne involuntariamente – se sobrepondo.

Peguei-o em minhas mãos, vi o desenho das delgadas e sensuais pernas de uma colegial guarnecidas com uma saia curta de pregas e já soube do que se tratava.

Lolita, de Vladimir Nabokov.

Lolita. Ninfeta. Humbert. Literatura. Amor. Paixão. Proibido.

O livro de um período tão marcante da minha vida. Segurei-o, mesmerizada.

E coloquei-o de volta a estante, após espanar a poeira com a mão.

Eu acabei a leitura de “Lolita”, como acabou aquele tempo.

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