Flashdance – o sonho não deve morrer

what a feeling...

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Depois de eras sem postar aqui no blog, o magnífico filme Flashdance me fez voltar a escrever aqui. Não que eu tenha abandonado o blog por descaso, minha vida realmente se tornou uma correria esse ano, mas farei um post no final do ano explicando tudo direitinho.

Vamos ao que interessa: o filme!

Minha amiga Cristiane me mandou há eras atrás, junto com outro filme da Audrey Hepburn – Como roubar um milionário. Eu vi o filme da Audrey primeiro e vi Flashdance só ontem, na véspera de natal. E amei! É perfeição pura!

O enredo é basicamente a luta de uma dançarina de boate para realizar o seu sonho, de entrar para uma academia de balé clássico.  E daí se desenvolve toda a trama, mostrando a luta paralela dos amigos de Alex  – a protagonista -, todos envolvidos com o sonho de ganhar a vida através da Arte. O filme não foge aos clichês; o romance impossível com o casal lindo, a tensão, a eterna busca de uma meta distante… Mas esses clichês ao invés de cansarem, acabam por embelezar o filme, por torná-lo ainda melhor.

Uma das coisas mais belas no filme é que ele não é meramente uma produção cinematográfica; Flashdance encarna muito bem todo o espírito da década de 80. O espírito do “Vamos lutar pelos nossos sonhos”, mostrado através da árdua jornada de cada personagem, e perpetuado basicamente em cada aspecto do filme  – desde as músicas, as coreografias e até nos visuais. Fora que os cabelos, as roupas, tudo, tudo exala perfeitamente a aura dos anos 80 e arrebata inevitavelmente o telespectador.

E acaba também se tornando uma viagem sociológica, pois ali estão encarnados alguns pontos inevitáveis dos anos 80: A revolução sexual e a independência  feminina (com Manhunt na trilha sonora dá pra entender por que digo isso), a América pós-60 em suas facetas mais sujas, o florescimento dos puteiros e tantas outras coisas. Qualquer um pode construir análises fantásticas em termos sociais se parar para ver Flashdance.

 

Até o casal do filme é espetacular. Além de ser LINDO, o Nick é um sonho! É simplesmente o homem que você pediu a Deus! Romântico e companheiro, ele faz de tudo – desde aceitar o seu cachorro pit bull até ajudar vc a conseguir o teste que vc tanto quer. E é muito legal por que a Alex é tudo, menos aquela heroína chada e paradona com as quais tão corriqueiramente nos deparamos nos filmes. Ela é doida, impulsiva, trabalhadora, guerreira e muito forte. A Alex é um pilar do filme, não haveria atriz ou personagem que melhor se encaixasse na produção.

E, apesar de ser um retrato tão perfeito de uma década que já passou, a mensagem ali no seio do filme é imortal. É a mensagem da luta eterna pelo que se quer – como o Nick diz para a Alex, quando vc desiste dos seus sonhos, vc desiste de si mesmo. É algo que realmente toca, algo que realmente te faz querer sair por aí e lutar até o fim. Particularmente, foi muito forte para mim, pois eu pratico dois esportes e a busca da Alex por atingir o sonho dela de ser perfeita, de se profissionalizar e de se dedicar àquilo que faz não é nada diferente da minha busca diária por aprimoramento durante o treino. Eu fiquei profundamente chocada com o quanto eu me identifiquei quando ela descreveu ao Nick o que é dançar: Quando eu danço, é como se eu fosse outra pessoa.  É exatamente o que eu sinto durante o treino; é como abandonar o corpo, a mente e deixar a alma fluir solta, é como se todos os demônios dentro de vc fossem exorcizados, é como uma consagração. É catarse e libertação pura. E poucos filmes mostram isso tão bem como Flashdance.

Cisne Negro e Flashdance se aproximam nesse ponto; a dança é o ponto de catarse das protagonistas de ambos os filmes, mas no primeiro, a catarse leva a destruição e no segundo, ela leva a sublimação.

Se eu tivesse que dar de 0 a 5 estrelas para o filme, eu daria 10. Por que ele reúne uma trama memorável, uma trilha sonora divina e um elenco maravilhoso, tudo isso ainda com direito a cenas de dança de prender a respiração. E, é claro, a mensagem verdadeira, inegável e pura de que para conseguir o que vc quer, vc tem que abandonar o medo e lutar.

E, sim, Alex, eu vou fazer isso.

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1 comentário

  1. Robert Murphy nubuk · janeiro 24, 2012

    Mas, antes deste filme ou destes versos, havia escrito um texto que, com prazer, gostaria de postar aqui.

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