Florence in Rio – sobre como eu atravessei o Brasil pra ver essa mulher e faria tudo de novo.

Flo

 

 

(Dedicado aos meus irmãos em Dali: Botan, Priscila, Alexandre, Bruna Cristina)

 

Acho que desde o momento que a minha amiga Bianca me mandou o link dizendo que a Florence viria ao Rock in Rio eu sabia que ia ver essa mulher, de uma forma ou outra. E assim o fiz.

Desde a compra do ingresso (que foi desesperadora e eu tive que comprar um pacote super caro da CVC), até enfrentar minha família e contar a verdade (depois de muita mentira) e bater o pé dizendo que foda-se se eu era uma mulher sozinha numa cidade desconhecida e enorme, eu iria ver a Florence e ponto final, tudo valeu a pena. Valeu a pena cada segundo e cada centavo (custeados do meu salario de monitora na UEPa, pq esse sonho era meu e ninguém além de mim poderia bancar isso). Por que se a minha banda preferida de todas e meu vocal preferido, The Doors e Jim Morrison, eu nunca poderei ver ao vivo, eu nunca poderia me permitir perder dona Florentina e sua machine, que vem no segundo lugar de bandas que amarei pra sempre.

Por que a viagem  em si foi perfeita. Tudo graças aos meus amigos do Rio (especialmente grata a Lali, que me hospedou, e ao marido e filha – lindos – dela <3; a Lu que atravessou a cidade pra me ver, a Flora que eu conheci no hotel onde me hospedei e foi uma super companhia durante os breves momentos que ficamos juntos) e a essa cidade divina, extremamente tropical e sensual que me acolheu super bem.

Mas eu quero falar sobre o show. Eu preciso falar sobre o show.

Quando a Florence entrou e eu a vi foi um choque muito grande, foi como ver algo sublime se materializando. Eu fiquei em choque durante toda a primeira faixa que ela cantou. Apenas absorvendo o impacto de ver ao vivo aquela mulher que havia anos eu acompanhava pelos CDs, pela internet e que, de uma forma ou outra, esteve presente em momentos chaves da minha vida com sua obra sublime.  Ela parecia uma deusa. Ruiva, branca, magnética e esvoaçante, cantando com a alma e uma voz assombrosa e falando, gritando, pulando e correndo como uma criança.

Ao meu redor, mulheres choravam e homens balbuciavam que ela era perfeita, que ela nem pertencia a esse mundo.

A sensação geral foi a de estar de volta (?) aos tempos primitivos em que os celtas se pintavam e saiam para caçar o gamo Rei, estar de volta aos primitivos cultos a Deusa primal em círculos de pedra, ou aquela sensação que eu tive ao ir na Praia da Joaquina em Floripa, ano passado, e me deparar com aquele mar assombroso, furioso e voraz; a sensação de ser minuscula e de que com certeza tem algo maior, algo muito essencial, sob o véu da existência nesse mundo. Florence me transmiti, e no show foi ainda mais forte, essa sensação de voltar e resgatar essa essência mistica, pagã, primitiva e visceral. Essa mulher tem um toque da Deusa e transmite isso magnificamente em sua obra.

Dois momentos mais divinos (de um show ultra perfeito e transcendental): What the Water Gave Me e No Light, No Light. Em WTWGM, eu olhei pra cima e vi a lua brilhando muito intensamente e bateu um vento muito forte, o que deixou tudo ainda mais surreal. Em NL, NL; acho que foi a melhor de todo o show, e o povo cantou junto e a Florence elevou o agudo dela a um nível que transcende a vida. Foi extremamente sublime.

Encerro esse texto aqui por que me faltam adjetivos pra exprimir o que foi aquele show.

E nunca foi, para mim, Rock in Rio. Foi Florence in Rio.

Happy Birthday, Henry!

Charles Bukowski

Charles Bukowski

 

Em  16 de agosto de 1920 nascia Charles Henry Bukowski.

Alemão, beberrão, safado e escritor/poeta (nas horas vagas), a literatura de Bukowski apenas recentemente emergiu do umbral dos renegados para conseguir fama mundial.

Foi o primeiro autor que eu comprei com meu dinheiro mesmo, das aulas de reforço. Foi o primeiro autor que me mostrou uma visão realista do que é a mente masculina e isso me fez um bem incalculável.

Acho que na falta de um pai, o Bukowski com suas palavras acabou por me mostrar um pouco do mundo fora da redoma da minha inocência.

E ele próprio teve tantos problemas com o pai, quando a gente acha gente como a gente, nos sentimos em casa.
Então, eu amo amo amo meu velho safado. Parabéns, Buk!

Sweet Nothing

Nota da autora: Um conto que surgiu a partir do clipe de Florence Welch e Calvin Harris.  Simples e súbito, estrelado, na minha mente, por Jim Morrison e Florence Welch. Dedicado as minhas irmãs em Dali, Botan, Priscila e Bruna.

Sugiro que a leitura seja feita após assistirem o clipe e/ou ouvindo a música.

And it’s hard to learn
And it’s hard to love
When you’re giving me such sweet nothing

I

Aquele não podia ser o mesmo homem que conhecera a tantos anos atrás. Bebendo daquele jeito, falando aquelas coisas todas, esbofeteando-as. Mary ia até o espelho só para contabilizar diariamente as marcas de agressão, os roxos que se espalhavam por seu corpo, como malévolas pérolas daquela relação doentia.

Por que sim, ele gritava com ela e a espancava durante o dia para os dois transarem feito animais durante a noite. Era um ciclo vicioso, uma teia maligna que a envolvera. Conhecera Douglas havia cinco anos e morava junto com ele há dois anos. Os três primeiros anos de namoro foram relativamente calmos e sem maiores problemas, exceto por alguns períodos de distância em que ambos os lados foram infiéis.

Mas quando começaram a morar juntos, foi como se a imagem de companheiro compreensivo e amoroso desabasse e dia-a-dia, uma besta selvagem e bêbada se revelasse diante de Mary. As discussões se intensifacavam a medida que os meses passavam. A primeira vez que ele a estapeoou ficou grava na memória dela para sempre, a dor do golpe, o ardor na pele e a forte vermelhidão. Na verdade, Mary lembrava até mesmo do som dos dedos dele contra a pele dela.

E claro que ele se transmutara também fisicamente, de jovem Dionísio a beat barbudo e barrigudo em alguns meses. Não que ela se incomodasse, mas aquela parecia acompanhar a transmutação da alma dele, do ego dele.

Quando ele chegou, estava bebâdo. Ele gritou por que não havia jantar, por que tudo que havia para comer era pizza do dia anterior. Eles discutiram e a cena de agressão se iniciou: ele bateu nela, ela quebrou a garrafa de cerveja na cabeça dele, ele a derrubou no chão e chutou-a na barriga com tanta força que ela uivou de dor, ela agarrou na perna dele e mordeu a panturrilha por debaixo do jeans velho dele, tão enlouquecida de fúria quanto um animal selvagem.

Eles brigaram um pouco mais, ela conseguiu se levantar e arranhou a cara dele até sair sangue. Ele queria esmurrá-la, mas ela se trancou no banheiro antes dele alcançá-la e se trancou no banheiro, ouvindo-o ele quebrar os pratos de vidro que tinham. Acabou rápido, eram poucos. Os outros ele quebrara nas primeiras brigas.

Ela saiu do banheiro para o quarto, ele estava dormindo na mesa, em cima dos restos da pizza do dia anterior.

Estava deitada na cama, dormindo, era madrugada. Ele entrou, tossindo e a despertou. Ele nunca falava nada nesses momentos, apenas a erguia pelo tronco e a beijava com voracidade, machucando a pele branca dela com a barba dele, deixando os lábios inchados, mordendo-os até sangrar.

Ele tirava a camisola e a roupa de baixo dela rápida e brutalmente, atirando-as num canto, mordendo o pescoço e os seios, colocando as mãos sob o montante de pêlos pubianos dela e deixando ali por vários e deliciosamente angustiantes minutos. Depois, ele tirava a própria roupa e a penetrava com força, penentrando-a profundamente, com a exatidão bestial de uma fera insaciável. Mary poderia mentir, mas seu corpo não; ela se contorcia sob ele e conforme ele entrava e saia, cavalgando-a com a precisão que um cruzado experiente montaria seu melhor alazão, ela sucumbia e gemia e gritava. Sempre gritava alto, o grito angustiado, desumanizado e amorfo de uma fêmea no cio possuída por seu macho.

A verdade era que muito daquele caótico relacionamento só vicejara por que eles fodiam como animais e isso dava a ambos uma sombria e primitiva sensação de completidão.

Mas as coisas estavam passando dos limites. As últimas brigas estavam beirando o risco de vida, em uma ele a espancara até ela quase entrar em coma, em outra, ela o esfaqueara e eles tiveram que ir para o hospital no meio da madrugada.

Ela estava chorando. Chorando por que não o aguentava mais, chorando por que ela se convertera em pouco mais que uma escrava de uma relação que jogaria os dois para o vórtice de uma destruição tão sonora quanto o colidir de duas galaxia, chorando pelas marcas em seu corpo e sua alma. Chorando por que o odiava. Chorando por que o amava.

Ela sabia qual era a única solução possível.

Amava cantar e não se importava de ganhar tão pouco num cabaré de quinta como aquele. A música preenchia cada canto de sua alma quando se apresentava, tanto fazia se era numa ópera para a aristocracia britânica ou num cabaré para umas poucas prostitutas com seus clientes e cafetões.

           

Quando Douglas saiu do bar, demorou a perceber que os homens o seguiam. Então, notou-os quando o barulho de passos na esquina não sumia do seu encalço. Acelerou os passos e os passos dos homens aceleraram com ele.

Cantava alto, sabia que estava sendo feito. Cantava  alto e intensamente para afogar os pensamentos.

Eles o encurralaram. Eram tantos. Ele não conseguia saber quantos exatamente, mas os punhos e os chutes pareciam mais do que suficientes. Tentou gritar, mas a boca logo ficou cheia de sangue. Desmoronou. Um chute no estômago…

 

 …Ela caiu no chão, em agonia. Seu show se transformara numa coreografia que mais parecia uma espécie de transe xamântico ou expressão profunda de agonia de uma alma condenada ou os dois ao mesmo tempo, ela continuou deitadada…

…Ele se contorcia, tentava se esquivar. Mas os golpes só aumentavam e pioravam. Sentiu pancadas de cacetete e uma mão com uma pedra lhe atingiu o topo do crânio. Ele desfaleceu. Não sentiu mais nada. Nunca mais sentiria alguma coisa.

Mas teve tempo para relembrar o sorriso de Mary no seu último vislumbre de consciência.

 

A música acabara. Ela estava deitada no chão do palco, todos os olhos do salão grudados nela.

Ela sabia que estava feito.

Ele morrera, como ela pedira, como ela pagara.

E nada mais fazia sentido.

Belém, minha Belém

396 anos de Belém

396 anos de Belém

Hoje minha cidade completa 396 anos de existência.

Esse é um post alienado. Não quero saber de protestos, quero apenas dizer o que minha cidade significa pra mim.

Minha cidade? O que ela é? Ela é uma cidade de miséria, dor, engarrafamento, alagamento, filas nos hospitais. É a cidade de um povo que  sofre, sim, demais, para sempre.

Mas Belém, na minha cabeça, é um mosaico de imagens. O primeiro deles é a minha casa, as pessoas que eu amo. Depois vem o crepúsculo. O crepúsculo daqui é sempre ventoso, embora os dias sejam quentes como o inferno.   E aí vem a revoada dos pássaros na praça em frente a Basílica, quando dá seis horas. A chuva da tarde. O sol iluminando o ver-o-peso. O igarapé no caminho da CEASA. As lombadas das ruas que fazem os ônibus voarem. A igreja de Santo Alexandre resplandecendo na distancia. O pitiu no ver-o-peso. O tacacá aqui na pracinha. O mar de gente inundando as ruas no Círio.

Belém é isso. É o bom, o ruim, o belo e o feio.

Parabéns, minha Belém.

It could be paradise

Acho que dei um belo de um sumiço por aqui, não? Quer dizer, passei meses sem postar algo realmente elaborado e estou voltando agora, aos poucos.

Mas eu senti muita falta de escrever aqui e esse post é uma overview de como foi o ano de 2011 para essa moça que vos escreve.

Bom, se eu fosse definir 2011 em uma palavra eu escolheria “dinamismo”, por que realmente, a última coisa que me aconteceu foi a oportunidade de ficar parada. Eu ingressei a vida universitária e no segundo semestre foi realmente uma loucura, eu tive uns duzentos seminários seguidos, montes de coisas para ler (em inglês) e tudo ainda coroado pela elaboração de um projeto de pesquisa, fora que eu me tornei professora de reforço e ainda retornei as Artes Marciais, começando a treinar Muay Thai e também ingressei no Pole Dance. Ou seja, tinha dias em que eu ficava na facul até uma hora da tarde, dava aula das duas da tarde até as seis, e saia as sete horas pra pegar o busão para o treino, às oito. E dia de sábado também era outra loucura, acordar cedo pra ir pro CCAA das oito às onze, depois das uma às duas e meia treino de pole dance e daí dar aula das três da tarde até nove e meia da noite, às vezes até dez. E dia de terça e quinta, eu dava aula das duas às nove e meia.  Ou seja, loucura pura.

E ao mesmo tempo em que era cansativo até a alma, era revigorante até a alma. Momentos inesquecíveis. Voltar para casa no Tapanã-Felipe Patroni com meus amigos, fazer uma peça montada num cavalinho de plástico para conseguir um dez em Panorama Histórico da Língua Inglesa,  meu primeiro congresso universitário, os treinos de calejamento no Muay Thai chutando pneu, ver o mundo de cabeça para baixo no pole e descobrindo que sob seus alunos danados do reforço se escondem guris e gurias muito inteligentes e filosóficos.

Minhas crianças do reforços eram geniais e atentadas, me enlouqueciam totalmente. Mas se elas não fossem loucas e incríveis, elas não seriam minhas crianças. Meus alunos do reforço foram realmente uma experiencia gratificante, em todos os sentidos possíveis. Eles me ensinaram muito como ensinar, e me ensinaram que também que tenho muito a aprender, eles me mostraram meus defeitos e qualidades e me mostraram que eu nunca devo me deixar enganar  – debaixo do aluno mais atentado da sala pode se esconder um indivíduo genial que cai na anarquia por irresponsabilidade e por um sistema de ensino arcaico e falho.

Aprendi esse ano que quando vc pratica um esporte, vc não está atrás só da prática atlética, vc está atrás da catarse. Porque cada treino no muay e no pole significam pra mim superação – descobri que posso chutar um pneu até curvá-lo e se minha canela sangrar nunca vai doer mais que o abandono do meu pai e de todos os outros que eu amei e me traíram. Em 2011 descobri que dá um medo danado ficar de cabeça pra baixo, mas o mundo é muito mais bonito assim, de cabeça pra baixo mesmo. Descobri que muito mais do que ter um chute e um soco potentes e perder calorias, quando eu bato eu não quero só ser forte, eu quero exorcizar meus demônios. No Pole, eu aprendi que beleza e sensualidade são partes essenciais de qualquer movimento e aprendi também que às vezes a coisa mais suprema do mundo pode ser vc conseguir fazer aquele giro, o simples fato de conseguir fazer aquele movimento que vc jurava que nunca ia conseguir fazer.

Duas lindas crianças da minha vida me ensinaram que a coisa mais deliciosa de um dia pode ser chegar e ver as doidices da infância, que não há coisa mais gostosa do que dar gargalhada com meus pequenos ou então simplesmente se deliciar com aquela palavra nova que eles aprenderam. Não há nada mais belo e doloroso do que o primeiro dia de aula de uma criança. Neto e Clara, meus sobrinhos lindos, eu amo vcs!

meus babies

meus babies

Minha família me ensinou que nunca importa quanto ruim a coisa toda esteja, se a gente lutar o suficiente, tudo fica bem e volta para o seu devido lugar.  Minha família ensinou que ter paciência é fundamental e que no final, toda a dor não importa, por mais difícil que a vida esteja, sempre haverá algum motivo para sorrir, para gargalhar ou para sonhar.

Família...

Família...

E esse ano também conheci novas pessoas, pessoas maravilhosas e loucas que, como disse Kerouac, são “aqueles que nunca bocejam ou dizem uma coisa normal, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas pelas estrelas.”. Foram meus amigos e colegas da facul – que estudaram comigo, que derramaram coca-cola quando o busão passou voando pela lombada, que brindaram com copos de plástico no aniversário da Bianca, que se amontoaram numa sala apertada cheia de cachorros loucos para ver filme sem legenda, que me aguentaram dançando Florence a beira do rio. Eles me fizeram rir e me deixaram acompanhar no choro, e compartilharam histórias, segredos e codinomes ultra-secretos. Espero que o ano que vem nos preserve juntos!

povo da facul

povo da facul

Continuou comigo em 2011 meu lindo e amadíssimo James Douglas Morrison, sempre presente, com a sua poesia, sua música, sua beleza e sua loucura. Jim, com sua beleza surrealmente perfeita de um deus grego à la Dionísio ou Apolo, sempre me dando força e sabedoria, sempre o ombro amigo cheio de compreensão e paz. Jim, que me fez sua escrava eterna, Jim que me tornou sua mênade, eternamente apaixonada por sua vida e sua obra, eternamente compromissada em divulgar seu trabalho. Jim, em cada canto da minha vida, Jim, em cada pequeno canto do meu dia. Jim, eu te amo.

Jim

Jim

E esse ano, uma deusa ruiva com uma voz de furacão aprofundou sua marca na minha vida. Florence Welch com o seu Ceremonials me libertaram, me ajudaram a fechar uma porta que há muito estava aberta, me ajudaram a encarar meus medos e demônios interiores.  Florence trouxe Kahlo, Wolf e todo um misticismo poético e sombrio para minha vida, sempre estando ali, sempre compreendendo os mais profundos e complexos sentimentos femininos meus – as perdas, os medos, as derrotas, as desilusões, as escolhas… Florence, alguém que se fez mais presente e que espero que nunca me abandone.

Florence

Florence

Enfim, esse foi meu ano.

Espero que 2012 seja ainda melhor.

 

FELIZ ANO NOVO!

I am their slave…

You gotta thrill my soul, all right
Roll, roll, roll, roll
Thrill my soul

Roadhouse Blues – The Doors

I’m not here looking for absolution
Because I’ve found myself an old solution

Bedroom Hymns – Florence + the Machine

Flying on Stage

Flying on Stage

Poets from Music reading Books

Poets from Music reading Books

Straight Look

Straight Look

Like soft, mad children...
Singing with the soul

I can’t help myself, but I LOVE seeing these lovely creatures together ❤